entre o sonho e o samba
meu peito amanhece de saudades
enche a alma de enfeites de luz
brilha
o rodar das saias
os sorrisos
o gingado
é possível haver tristeza?
ela tá ali, ó
("A roda da saia mulata /Não quer mais rodar não senhor")
sábado, 3 de janeiro de 2009
sábado, 20 de dezembro de 2008
não, não é
arrastei, puxei, segurei pelos cabelos.
ele não queria vir.
me deu ânsia.
raiva. ódio.
era um louco. de todos e de ninguém.
quis que fosse meu. agarreio-o, juntei-me a ele com um abraço terno.
tinha um laço de esperança.
estava cansada, morta, fatigada.
dizia pra mim que era meu, que não podia ser de outrem. era só meu.
mas ele, tão arrogante e solene como só ele pode ser, não me pertencia.
NÃÃÃÃÃO.
isso, ele, ..., o amor...
tão insolente, prepotente, dilacerante, unificador, sublime, destruidor.
puxei
continuei tentando arrastá-lo...
uma brisa passou. chuvas. estações.
até que, num lapso, entendi.
não importava o quanto arrastasse.
o amor nunca me pertenceu.
ele não queria vir.
me deu ânsia.
raiva. ódio.
era um louco. de todos e de ninguém.
quis que fosse meu. agarreio-o, juntei-me a ele com um abraço terno.
tinha um laço de esperança.
estava cansada, morta, fatigada.
dizia pra mim que era meu, que não podia ser de outrem. era só meu.
mas ele, tão arrogante e solene como só ele pode ser, não me pertencia.
NÃÃÃÃÃO.
isso, ele, ..., o amor...
tão insolente, prepotente, dilacerante, unificador, sublime, destruidor.
puxei
continuei tentando arrastá-lo...
uma brisa passou. chuvas. estações.
até que, num lapso, entendi.
não importava o quanto arrastasse.
o amor nunca me pertenceu.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
K
Com não, dissemos sim.
Com sim, brigas intermináveis.
Cabelos, choros, Lucius e sua vida na década de 80.
Passamos pela cidade maravilhosa, sentimos nela o despertar dos nãos querendo dizer apenas um "SIM"!
e era tão simples, não?
era tão simples dizer "Quero você".
mas era bobagem ir pelo caminho fácil, bobagem admitir sentimentos estranhos.
e, pior que bobagem, era difícil entender o que acontecia e acontece.
sim, sempre queremos o impossível, aquilo quase inalcançável . é uma busca in-ter-mi-ná-vel...
e isso às vezes tem seu lado divertido
seu lado surreal
suas brigas com cerveja
seus puxões de cabelo
suas mordidas e marcas
e existem tantas coisas que nos definem
o próprio não definir
as próprias indecisões
amy, marisa, friends, chocolates, cinema, london, sorrisos, sardas, cachos, agressividades e, principalmente, pessoas...
forasteiros...
me deixa roubar seu coração? raptá-lo pra bem longe e te fazer vítima de mim?
se a resposta for não, choro mais uma vez...
foi o meio mais fácil e expressivo que encontrei nesse mundo pra sentir um pouco dele...
mas, de qualquer maneira, de alguma forma você foi a primeirA...
e nem eu consigo entender o que isso significa...
Com sim, brigas intermináveis.
Cabelos, choros, Lucius e sua vida na década de 80.
Passamos pela cidade maravilhosa, sentimos nela o despertar dos nãos querendo dizer apenas um "SIM"!
e era tão simples, não?
era tão simples dizer "Quero você".
mas era bobagem ir pelo caminho fácil, bobagem admitir sentimentos estranhos.
e, pior que bobagem, era difícil entender o que acontecia e acontece.
sim, sempre queremos o impossível, aquilo quase inalcançável . é uma busca in-ter-mi-ná-vel...
e isso às vezes tem seu lado divertido
seu lado surreal
suas brigas com cerveja
seus puxões de cabelo
suas mordidas e marcas
e existem tantas coisas que nos definem
o próprio não definir
as próprias indecisões
amy, marisa, friends, chocolates, cinema, london, sorrisos, sardas, cachos, agressividades e, principalmente, pessoas...
forasteiros...
me deixa roubar seu coração? raptá-lo pra bem longe e te fazer vítima de mim?
se a resposta for não, choro mais uma vez...
foi o meio mais fácil e expressivo que encontrei nesse mundo pra sentir um pouco dele...
mas, de qualquer maneira, de alguma forma você foi a primeirA...
e nem eu consigo entender o que isso significa...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
camomila
-qual é a medida pra saber se estamos ou não no fundo do poço?
-que pergunta mais descabida, você não acha? se estamos bem...
-logo estaremos mal, não? a vida é assim, altos e baixos. lembro de você falando certa vez...
-foram só divagações, ué...
-mas você acredita realmente em alguém que diz estar bem sempre?
-é, talvez não. mas só chega ao fundo do poço quem já estava tropeçando lá em cima, na vida.
-mas depois que se chega, será que se acostuma?
-todas as situações são "acostumáveis". tem gente que gosta do úmido e escuro.
-isso parece solidão
-mas é
-será que poderia ser definido assim? úmido e escuro...
-pega um chá pra mim?
-de que?
-camomila
(logo faço a lista das oito coisas)
-que pergunta mais descabida, você não acha? se estamos bem...
-logo estaremos mal, não? a vida é assim, altos e baixos. lembro de você falando certa vez...
-foram só divagações, ué...
-mas você acredita realmente em alguém que diz estar bem sempre?
-é, talvez não. mas só chega ao fundo do poço quem já estava tropeçando lá em cima, na vida.
-mas depois que se chega, será que se acostuma?
-todas as situações são "acostumáveis". tem gente que gosta do úmido e escuro.
-isso parece solidão
-mas é
-será que poderia ser definido assim? úmido e escuro...
-pega um chá pra mim?
-de que?
-camomila
(logo faço a lista das oito coisas)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
sempre seremos
Vem aqui.
Oi.
Que bom que chegaste. Saudade já estava me fazendo de gato e sapato.
Como foi tudo sem mim?
Foi um nada sem fim. Eu juro.
Mas, nada da vida aprendeste?
Sim. Aprendi tanto, tenho tanto para te mostrar. Foi pelo que aprendi e pelos que conheci que não desejei parar. Mas, confesso, quase tropecei no caminho.
Se tivesses caído, sabia que minha mão estaria a segurar a tua, mesmo que na ausência. Não sabes?
Confesso que por isso há coração batendo em mim.
Não fale assim. Há tanta vida para ser compartilhada. Com tantos.
Mas com tantos compartilhei. Tu não sabes. Mas de fato quem faltava era tu. Tantos sambas foram dançados, tantas saias rodadas, tantas músicas cantadas.
Lhe disse que estaria em cada pequena parte deste todo ao seu redor, não disse?
Coração.
Coração.
Vais me abandonar novamente?
Sabes que sim, não?
Não lembrar me faz exatamente esquecer disso.
Não podes, é o que nos faz sermos.
Eu sou contigo.
Tu és comigo?
Sempre seremos...
Oi.
Que bom que chegaste. Saudade já estava me fazendo de gato e sapato.
Como foi tudo sem mim?
Foi um nada sem fim. Eu juro.
Mas, nada da vida aprendeste?
Sim. Aprendi tanto, tenho tanto para te mostrar. Foi pelo que aprendi e pelos que conheci que não desejei parar. Mas, confesso, quase tropecei no caminho.
Se tivesses caído, sabia que minha mão estaria a segurar a tua, mesmo que na ausência. Não sabes?
Confesso que por isso há coração batendo em mim.
Não fale assim. Há tanta vida para ser compartilhada. Com tantos.
Mas com tantos compartilhei. Tu não sabes. Mas de fato quem faltava era tu. Tantos sambas foram dançados, tantas saias rodadas, tantas músicas cantadas.
Lhe disse que estaria em cada pequena parte deste todo ao seu redor, não disse?
Coração.
Coração.
Vais me abandonar novamente?
Sabes que sim, não?
Não lembrar me faz exatamente esquecer disso.
Não podes, é o que nos faz sermos.
Eu sou contigo.
Tu és comigo?
Sempre seremos...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
gota
a saia colorida perdeu as cores
só cartola tem tocado
meu sorriso frouxo foi arrematado
por seu coração leviano que se despediu de mim
quando ocê voltar
traz as cores?
traz as músicas?
traz as gotas de vinicius de moraes?
quando ocê voltar
posso te prender na minha vida?
posso te arrematar nos meus sonhos?
posso te dizer amor com os olhos?
eu, da minha solidão
você, da sua multidão
nos entendemos
nos procuramos?
nos abraçaremos?
falaremos infinitas palavras que se perderão em segundos?
eu não sei.
você tão pouco sabe...
vamos vivendo, coração?
só cartola tem tocado
meu sorriso frouxo foi arrematado
por seu coração leviano que se despediu de mim
quando ocê voltar
traz as cores?
traz as músicas?
traz as gotas de vinicius de moraes?
quando ocê voltar
posso te prender na minha vida?
posso te arrematar nos meus sonhos?
posso te dizer amor com os olhos?
eu, da minha solidão
você, da sua multidão
nos entendemos
nos procuramos?
nos abraçaremos?
falaremos infinitas palavras que se perderão em segundos?
eu não sei.
você tão pouco sabe...
vamos vivendo, coração?
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
saudade é prato que se come quente
saudade é prato que se come quente
prato com gosto amargo
que dói o peito
saudade é palavra matadêra
é fome do ausente
é a vontade do querer
saudade é a fome que arrasta
são os dias sem fim
saudade é a última noite de lua cheia
é a música ao longe tocando numa viagem sem fim
é saudade de mato
saudade de dentro
é palavra cortante
é sentimento presente
por que inventar distâncias?
por que querer o impossível?
por que desejar o intocável?
saudade é chorar
é viver de esperanças
vãs?
tocar o piano
dedilhar a sanfona
experimentar sensações
ai
saudade é um querer sem fim do estar perto
por que existe saudade?
pra existir a presença?
prato com gosto amargo
que dói o peito
saudade é palavra matadêra
é fome do ausente
é a vontade do querer
saudade é a fome que arrasta
são os dias sem fim
saudade é a última noite de lua cheia
é a música ao longe tocando numa viagem sem fim
é saudade de mato
saudade de dentro
é palavra cortante
é sentimento presente
por que inventar distâncias?
por que querer o impossível?
por que desejar o intocável?
saudade é chorar
é viver de esperanças
vãs?
tocar o piano
dedilhar a sanfona
experimentar sensações
ai
saudade é um querer sem fim do estar perto
por que existe saudade?
pra existir a presença?
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