atravessar a ponte não tem o mesmo sabor nem o mesmo gosto sem você. olhei pela janela e as pequenas bolinhas de água que a chuva desenha na janela denunciam o dia que eu queria que não estivesse passando do jeito que está, sem você. não, não tenho saudade das brigas e nem das aulas de histórias ou das discussõezinhas idiotas intermináveis pelo simples fato de eu gostar de azul com bolinhas rosa e você de rosa com bolinhas azuis. bolinhas. gosto de bolinhas. lembra minha mãe, lembram aquele vestido vermelho dela com grandes bolas brancas e o cintão pelo meio, perto das ancas. não, não me lembra. apenas vi em fotos e penso que vivi um tempo que a fotografia não deixa apagar. fotografia. foto - luz. grafia - desenho. tenho morrido um pouquinho cada dia toda vez que penso nas 1500 fotos, nas 1500 grafias da luz que perdi. 1500. você sabe o que significa isso pra mim? pra você? sabe o que seriam 1500 anos de história perdidos, simplesmente apagados do mapa? puf! cabum! se foi! e se tirassemos desses 1500 os 33 que jesus viveu? e mais 6 da segunda guerra? e tirassemos a voz de malinche? não sei, fato é que não foram tirados. porém, minhas fotos sim. tiradas por mim mesma de mim. por total irresponsabilidade minha?
achei no sebo "zen e a arte da manutenção de motocicletas". divino. fiz aquela janta. contei uma piada inútil. fui ao cinema. li. vi filmes. no resto os dias se arrastam. e no fim me sinto uma idiota de escrever um querido diário aos 25 anos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
ali no meu cantinho, não sei mais o que pensar.
nem o que viver...
robô - andando, fazendo, comendo.
esquecendo que existem outros sentimentos...
esquecendo...
esquecida...
esquisita
nem o que viver...
robô - andando, fazendo, comendo.
esquecendo que existem outros sentimentos...
esquecendo...
esquecida...
esquisita
terça-feira, 3 de novembro de 2009
o gosto de perfume na boca sempre me faz lembrar que da próxima vez é pra fazer bem feito...
bem feito.
bem feito.
bem feito.
a lacrainha do conhecimento.
só ela.
bem feito.
bem feito.
bem feito.
a lacrainha do conhecimento.
só ela.
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A porta...
abra - entre - fique - abrace-ME - retire-SE - esvaia-SE
ame
esqueça
ame
condene
odeie-ME
me faça
tua
afasta-SE
cala-TE
e feche a porta ao sair
abra - entre - fique - abrace-ME - retire-SE - esvaia-SE
ame
esqueça
ame
condene
odeie-ME
me faça
tua
afasta-SE
cala-TE
e feche a porta ao sair
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Ainda que a dor, presença insuportável da vida
Tenha de mim feito
Mulher que leva despedidas
Sei
Ainda que tu não
que não me sintas
que não me entendas
que
simplesmente
não me queiras
Sigo
É preciso
Ainda que me pises
E que me cales
E que teu orvalho me seque
E não escutes meus gritos
Esbaforidos no vácuo inócuo
A minha loucura tão pulsante
te persegue
te encontra
te mata cada vez que te embrenhas
no mato
Não
não é o fato
simples e puro
É a doçura
lânguida e cândida
O arrasto dos dias que senti
Que talvez eram poucos e raros
quiça puros e simples
Mas, que, sobretudo
Eram talvezes...
Tenha de mim feito
Mulher que leva despedidas
Sei
Ainda que tu não
que não me sintas
que não me entendas
que
simplesmente
não me queiras
Sigo
É preciso
Ainda que me pises
E que me cales
E que teu orvalho me seque
E não escutes meus gritos
Esbaforidos no vácuo inócuo
A minha loucura tão pulsante
te persegue
te encontra
te mata cada vez que te embrenhas
no mato
Não
não é o fato
simples e puro
É a doçura
lânguida e cândida
O arrasto dos dias que senti
Que talvez eram poucos e raros
quiça puros e simples
Mas, que, sobretudo
Eram talvezes...
Frieda,
Sei que as coisas por aí com Diego não andam muito bem e não queria te molestar. Porém, sua força me faz querer te escrever. Sei que não me responderás. Sei também que não me conheces. Estranho, em minha cabeça surgiu lugares que já vivi, sus callecitas, sus personas. Minha cabeça dá voltas, Frieda. Queria, se pudesse, mandá-los calar a boca. Prefiro me calar do que ter discursos de mim. O próximo passo é falar que pretende salvar o mundo e o livro preferido é Le petit prince. Não, não. Amo o principezinho. Não é...
Frieda, não quero mais meus preconceitos. Nem os modos e medos pelos quais tenho passado. O que me falta? Ontem li sua carta, traições são perdoáveis? Todas? E por que não seriam? Vivemos nos traindo, engando aos outros, não é? Diego só foi o que é.. e ser o que é dói, mas em nós que nele. Será? O amor? Cada vez mais ahco que é apenas uma invenção.
Sei que as coisas por aí com Diego não andam muito bem e não queria te molestar. Porém, sua força me faz querer te escrever. Sei que não me responderás. Sei também que não me conheces. Estranho, em minha cabeça surgiu lugares que já vivi, sus callecitas, sus personas. Minha cabeça dá voltas, Frieda. Queria, se pudesse, mandá-los calar a boca. Prefiro me calar do que ter discursos de mim. O próximo passo é falar que pretende salvar o mundo e o livro preferido é Le petit prince. Não, não. Amo o principezinho. Não é...
Frieda, não quero mais meus preconceitos. Nem os modos e medos pelos quais tenho passado. O que me falta? Ontem li sua carta, traições são perdoáveis? Todas? E por que não seriam? Vivemos nos traindo, engando aos outros, não é? Diego só foi o que é.. e ser o que é dói, mas em nós que nele. Será? O amor? Cada vez mais ahco que é apenas uma invenção.
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