segunda-feira, 23 de maio de 2011
troca-se livros por corações. e jogam-se os dois fora.
sim, fiquei doente. caí e não me levantei por semanas da cama que eu mesma me preparei.
acontece que tudo, tudo, honney, passa.
e passou.
lembra dos livros no telhado? você jogou um coração pela janela.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
veja a falta de luz na janela
Você não entenderia, não entenderia se eu te dissesse tudo que tenho vivido. Não entenderia porque sempre me mato, me saboto, me destruo. Não entenderia porque sempre me machuco, literalmente, me machuco com as unhas no meio da madrugada. Lembra dos meus choros sem motivo algum? Lembra de quando não éramos nada? Lembra que não consigo me lembrar? Me bloqueei para essas coisas da vida. Gosto do gosto do sofrimento, das madrugadas silenciosas. De começar bem e terminar mal. Gosto de chegar no fundo do poço e cavar mais fundo ainda. Não é como nunca ter tido, é como se estivesse estado um dia ali e, de repente, tivesse sido roubado, amputado, perdido.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
lo que me duele
Mientras eso, lo que queda, es todo que no era para quedar. Mientras lo que vivo, quedame lo que no era para estar vivo. Mientras siento, sufro y mientras no soy, me voy estando.Y me duele. Me escuchas? Duele...
sábado, 7 de maio de 2011
enquanto isso na lanchonete
nos últimos tempos tenho entrado nas livrarias e sem a vontade de sair de lá. olho pras estantes e vejo tanto mundo. vejo tanta fala. vejo tanta coisa que certamente agradeceria por ter sido pensada, por ter sido criada, por ter sido imaginada, por ter sido vivida. eu te encontro nas estantes, te encontro na poeira da minha estante vazia e na vastidão de ideias nas estantes cheias das livrarias. eu te encontro de a à z. e te espero na lanchonete de sempre, pensando no casamento. enquanto você pensa no futebol...
*feita escutando "enquanto isso na lanchonete" - de hélio flanders (vanguart)