segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Generoso, como os passarinhos.

todas as flores são suas
os espinhos ficam pra mim
nas pedras piso antes
pra saber se seus pés serão feridos
preciso que a dor venha em mim
resguardo todos os males do universo
a solidão
a tristeza
o amargor
são todos meus
não quero que nada de mal te pertença
não quero.
o barulho da sanfona
a Fuga na África
a valsa
os balões azuis e brancos
o sapato engraxado
o sorriso largo
as piadas de sempre
as histórias de sempre
as mangabas na estrada
o murici no meio das águas
os cajus beirando as cercas alheias
os milhos
as melancias
os melões
a vontade de voar
somos passarinhos
e engaiolar é matar.
então,
não morra.
nunca.

Um comentário:

Jair Gabardo. disse...

É de uma beleza infinita.